Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O documento inventaria as situações de risco, às quais associa os meios públicos e privados a ativar, para melhor enfrentar situações como o tornado que a 07 de dezembro de 2010 atingiu parte do distrito, no concelho da Sertã.
“Se falamos de neve ou precipitação intensa, é algo que o Instituto de Meteorologia pode prever. Mas há outras circunstâncias, como o tornado de dezembro, que não são previsíveis”, destacou Rui Esteves.
Nesses casos, “não queremos que haja improviso. Queremos que, perante qualquer cenário, a resposta seja o mais eficaz possível” e o plano diz o que fazer para se agir de forma automática.
Está definido, por exemplo, o pormenor de que, em caso de ventos fortes, os meios de socorro têm que ter “motosserras e viaturas pesadas com gruas e guinchos, para remover troncos e desobstruir estradas”, sublinhou.
A vantagem está em “ativar o que é preciso com mais detalhe”.
O plano identifica os equipamentos, lista os contactos e os procedimentos de mobilização.
Até há uma década, “o risco premente era a neve e os nevões no maciço central da Serra da Estrela”, disse Rui Esteves.
Existia então um plano para Situações de Neve na Serra da Estrela. No entanto, “a realidade é bem diferente”.
“A neve não afeta só o município da Covilhã, mas também as vias principais. A 11 de janeiro de 2010, a autoestrada A23 esteve cortada por um grande nevão e em março a situação repetiu-se”, recordou.
Além da neve, “há situações de ventos fortes, ciclones, secas, ondas de calor, vagas de frio e inundações” e surge assim “um documento muito mais abrangente”.
O plano está concluído e aguarda a aprovação das comissões distrital e nacional de Proteção Civil.
Com o documento, fica encerrado um ciclo de elaboração de planos especiais de emergência no distrito de Castelo Branco. Este último junta-se aos planos para enfrentar incêndios florestais, acidentes ferroviários e acidentes rodoviários.
“É o terminar de um ciclo de planos especiais de emergência para que o distrito fique completamente servido para um socorro eficaz a pessoas e bens”, concluiu Rui Esteves.
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