Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior afirmou hoje que não faz sentido perguntar quanto custam as medidas propostas por esta estrutura se não se questionar simultaneamente o custo do mesmo serviço no Litoral.
A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior afirmou hoje que não faz sentido perguntar quanto custam as medidas propostas por esta estrutura se não se questionar simultaneamente o custo do mesmo serviço no Litoral.
"Uma das coisas que me irrita mesmo é perguntarem quanto é que custa, sempre na perspetiva de que vamos construir no Interior e que será mais um encargo para o Estado. E depois ninguém se questiona quanto é que custa o mesmo serviço no Litoral, nem sequer quanto custam as tantas redundâncias que há o Litoral. E isso a mim revolta-me", afirmou Helena Freitas, durante uma intervenção realizada no "Encontro Nacional do Interior 2016", iniciativa do Bloco de Esquerda que está hoje a ser levado a cabo na Covilhã, distrito de Castelo Branco.
Esta responsável não negou que "de facto as medidas têm um custo", mas reiterou que são custos em nome da coesão territorial que é urgente, como deixam claro os indicadores demográficos do país que também integram o Programa Nacional para a Coesão Territorial (PNCT) elaborado por esta unidade de missão.
A este respeito, Helena Freitas sublinhou ainda que "na maior parte das medidas que são possíveis quantificar" os custos estão devidamente identificados nos diferentes setores do Governo.
"Por exemplo, o Ministério da Saúde tem a responsabilidade pela iniciativa relativa aos médicos, ora o Orçamento de Estado para 2017 identifica exatamente o custo que se perspetiva a aplicação da iniciativa", disse.
Defendeu ainda que, apesar de haver matérias que estão associadas a um pacote financeiro, se a opção tivesse por apontar um valor global, "muito provavelmente isso só serviria para colocar muita gente contra o que é efetivamente um desígnio nacional".
Depois de apresentar os traços gerais do PNCT, esta responsável salientou o facto de todos os ministérios estarem envolvidos e frisou que o documento pretende ser dinâmico e que poderá ser reforçado com o contributo de todos, até porque será avaliado semestralmente.
Helena Freitas também referiu que a proposta apresenta 164 medidas porque foram aquelas que foi possível validar para concretização, mas mostrou-se convicta de que será possível ir mais longe.
"Este programa é apenas o início de um processo. É apenas um pontapé de saída porque esperamos que com a consulta pública se possam reforçar as medidas ou até incorporar outras iniciativas", disse.
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