Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 21 de dezembro de 2016

Castelo Branco: Assembleia Municipal aprova com maioria orçamento para 2017

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, o orçamento da Câmara para 2017.

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, o orçamento da Câmara para 2017.

As Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2017 da Câmara de Castelo Branco foram aprovadas por maioria, com os votos favoráveis do PS, que lidera o executivo, votos contra do Bloco de Esquerda e PSD, e abstenções do CDS-PP, CDU e um voto do PSD.

O orçamento é de 47,5 milhões de euros, menos 1,5 milhões face ao aprovado este ano, uma decisão que é assumida "frontalmente" pelo presidente do município, Luís Correia, que considerou este orçamento “muito positivo e impar para Castelo Branco”.

"Desde o primeiro discurso de tomada de posse que disse que os orçamentos iriam reduzir. Porquê? Porque já nessa altura sabíamos que este quadro comunitário [Portugal 2020] não ia ser tão positivo como o anterior", disse.

Contudo, reforçou que o orçamento para 2017 é realista e que permite a flexibilidade necessária para concretizar o volume de investimento definido pelo executivo camarário.

Quanto à redução de 1,5 ME, explicou que deste valor 711 mil euros são de despesa corrente e 871 mil correspondem a despesa de capital, e adiantou que existem reforços orçamentais ao nível da educação, saúde, ação social e requalificação urbana.

Luís Correia sublinhou ainda que o município mantém um "esforço adicional" ao nível de despesas correntes contidas para apostar nas despesas de capital.

O deputado da CDU João Pedro Delgado mostrou-se satisfeito com a redução orçamental.

"A redução do orçamento vem, de alguma forma, dar razão às críticas que a CDU vinha fazendo, de haver orçamentos muito empolados e que não eram realizados. Vemos com agrado que esta posição [redução orçamental] seja tomada", frisou.

O comunista deixou expressas algumas preocupações, sobretudo em relação às verbas de 550 mil euros para a habitação social e requalificação da zona histórica: "É um valor muito baixo para uma política que devia ser fundamental".

Outra crítica apontada por João Pedro Delgado prende-se com uma rubrica de 550 mil euros para a requalificação da Sé Catedral de Castelo Branco, apesar de reconhecer que se trata de um imóvel classificado de interesse público.

O deputado do PSD Alexandre Pereira teceu duras críticas ao orçamento camarário e surpreendeu a bancada socialista que reagiu à intervenção.

"O orçamento é a prova definitiva do completo falhanço do executivo e a falta de cumprimento das promessas feitas", disse.

Já o bloquista Luís Barroso disse que este orçamento é "realista", "porque o presidente da Câmara nada promete e em nada se compromete".

O deputado do BE criticou também o "autêntico desinvestimento" na habitação social e zona histórica da cidade e também a falta de medidas para as freguesias, "o parente pobre do orçamento".

Cláudia Soares do PS sublinhou que analisar um orçamento é muito mais do que fazer uma leitura dos números.

Disse que o documento "não compromete as gerações futuras" e recordou que três quartos das verbas estão focadas nas funções sociais e económicas.

"Acreditamos que [orçamento] continuará a refletir o desenvolvimento sustentável de Castelo Branco", concluiu.

 

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!