Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, o orçamento da Câmara para 2017.
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, o orçamento da Câmara para 2017.
As Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2017 da Câmara de Castelo Branco foram aprovadas por maioria, com os votos favoráveis do PS, que lidera o executivo, votos contra do Bloco de Esquerda e PSD, e abstenções do CDS-PP, CDU e um voto do PSD.
O orçamento é de 47,5 milhões de euros, menos 1,5 milhões face ao aprovado este ano, uma decisão que é assumida "frontalmente" pelo presidente do município, Luís Correia, que considerou este orçamento “muito positivo e impar para Castelo Branco”.
"Desde o primeiro discurso de tomada de posse que disse que os orçamentos iriam reduzir. Porquê? Porque já nessa altura sabíamos que este quadro comunitário [Portugal 2020] não ia ser tão positivo como o anterior", disse.
Contudo, reforçou que o orçamento para 2017 é realista e que permite a flexibilidade necessária para concretizar o volume de investimento definido pelo executivo camarário.
Quanto à redução de 1,5 ME, explicou que deste valor 711 mil euros são de despesa corrente e 871 mil correspondem a despesa de capital, e adiantou que existem reforços orçamentais ao nível da educação, saúde, ação social e requalificação urbana.
Luís Correia sublinhou ainda que o município mantém um "esforço adicional" ao nível de despesas correntes contidas para apostar nas despesas de capital.
O deputado da CDU João Pedro Delgado mostrou-se satisfeito com a redução orçamental.
"A redução do orçamento vem, de alguma forma, dar razão às críticas que a CDU vinha fazendo, de haver orçamentos muito empolados e que não eram realizados. Vemos com agrado que esta posição [redução orçamental] seja tomada", frisou.
O comunista deixou expressas algumas preocupações, sobretudo em relação às verbas de 550 mil euros para a habitação social e requalificação da zona histórica: "É um valor muito baixo para uma política que devia ser fundamental".
Outra crítica apontada por João Pedro Delgado prende-se com uma rubrica de 550 mil euros para a requalificação da Sé Catedral de Castelo Branco, apesar de reconhecer que se trata de um imóvel classificado de interesse público.
O deputado do PSD Alexandre Pereira teceu duras críticas ao orçamento camarário e surpreendeu a bancada socialista que reagiu à intervenção.
"O orçamento é a prova definitiva do completo falhanço do executivo e a falta de cumprimento das promessas feitas", disse.
Já o bloquista Luís Barroso disse que este orçamento é "realista", "porque o presidente da Câmara nada promete e em nada se compromete".
O deputado do BE criticou também o "autêntico desinvestimento" na habitação social e zona histórica da cidade e também a falta de medidas para as freguesias, "o parente pobre do orçamento".
Cláudia Soares do PS sublinhou que analisar um orçamento é muito mais do que fazer uma leitura dos números.
Disse que o documento "não compromete as gerações futuras" e recordou que três quartos das verbas estão focadas nas funções sociais e económicas.
"Acreditamos que [orçamento] continuará a refletir o desenvolvimento sustentável de Castelo Branco", concluiu.
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