Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Associação de Solidariedade PóvoaSol, que construiu uma residencial para idosos em Vale da Senhora da Póvoa, concelho de Penamacor, quer que o Governo apoie a última fase da obra, que até agora foi financiada quase exclusivamente por capitais próprios.
A Associação de Solidariedade PóvoaSol, que construiu uma residencial para idosos em Vale da Senhora da Póvoa, concelho de Penamacor, quer que o Governo apoie a última fase da obra, que até agora foi financiada quase exclusivamente por capitais próprios.
“Não sendo alheios às dificuldades que o país atravessa, julgamos que não será difícil ao ministério que vossa excelência tutela encontrar uma solução que nos ajude a resolver este problema que, com uma pequena ajuda na ordem dos 200/250 mil euros, permitir-nos-ia concluir a obra, duplicando o número de camas e de postos de trabalho”, disse hoje o presidente daquela associação, Domingos Bento.
O pedido foi dirigido diretamente ao ministro do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, que hoje marcou presença na cerimónia de inauguração daquele equipamento.
A obra implica um investimento total de dois milhões de euros, estando já concretizados um milhão e seiscentos mil euros unicamente através de capitais próprios e de um apoio de 150 mil euros da autarquia local.
Segundo Domingos Bento, falta ainda concluir alguns trabalhos e equipar os quartos no segundo piso, o que permitirá passar das atuais 20 camas para 40, o que é também fundamental para assegurar a “sustentabilidade do equipamento”, que celebrou 16 protocolos de colaboração com a Segurança Social e que integra ainda as respostas de centro de dia e de apoio domiciliário.
Este projeto permite aumentar a capacidade de resposta social para a terceira idade no concelho de Penamacor, que até ao momento só tinha um equipamento para este efeito e já levou à criação de oito postos de trabalho, número que deverá chegar aos 20 quando todos os serviços estiverem a funcionar em pleno.
Pormenores que foram dados a conhecer a Vieira da Silva e que, ao longo da sua intervenção, destacou a importância das respostas integradas que, dependendo das condições, permitem que as pessoas se mantenham nas suas casas ou mudem para um lar.
Por outro lado, lembrou que a área social é ainda fundamental para a criação de emprego e para a fixação de população nos territórios do Interior e deu o exemplo do distrito de Castelo Branco onde, segundo disse, o setor social emprega cerca de 5.500 trabalhadores.
No que concerne ao pedido que lhe foi feito, Vieira da Silva não deixou promessas específicas, mas reafirmou que o Governo está empenhado em “corrigir” o facto de o programa comunitário Portugal 2020 não prever fundos para obras físicas.
Além disso, garantiu que o Governo continuará a investir no setor social e vincou que o Orçamento de Estado (OE) para este ano já revê o reforço dos acordos de cooperação na área dos idosos, das crianças e das pessoas com deficiência.
“Este ano está previsto no OE uma verba à volta de 17 milhões de euros para alargar os acordos de cooperação e continuaremos, ao longo dos próximos anos, a percorrer esse caminho de reforço dos acordos de cooperação, porque eles são um instrumento muito importante para a equidade”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de o antigo “Contact Center” da Segurança Social voltar a abrir em Castelo Branco, o ministro disse que está a ser preparado o processo para que volte a existir um ponto de contacto que assegure a receção e o tratamento das chamadas telefónicas, mas não revelou a dimensão do mesmo, nem se ficará em Castelo Branco.
“Hoje há outras tecnologias e outras modalidades de resposta, pelo que não será exatamente igual, mas terá a mesma ambição de melhorar a capacidade de atendimento (…). Creio que brevemente haverá novidades a esse nível, se será em Castelo Branco ou não ainda não posso dizer”.
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