Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse hoje que infelizmente teve razão antes do tempo e lamentou não ter sido ouvido em relação à Valnor e ao aumento dos valores aplicados para a recolha de resíduos sólidos.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse hoje que infelizmente teve razão antes do tempo e lamentou não ter sido ouvido em relação à Valnor e ao aumento dos valores aplicados para a recolha de resíduos sólidos.
"Infelizmente, tivemos razão antes do tempo. Infelizmente, não fomos ouvidos, infelizmente, mais uma vez, tomaram-se decisões que não vieram em nosso favor", afirmou o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.
O autarca falava hoje na reunião pública do executivo municipal e respondeu, desta forma ao vereador do PSD, João Paulo Benquerença, que levou à discussão a situação que se vive na empresa Valnor e que já provocou uma reunião em Ponte de Sor, onde os autarcas se manifestaram contra o aumento dos valores aplicados para a recolha dos resíduos sólidos.
O social-democrata classificou a situação como "preocupante" e disse que gostava de saber quais os valores que se pretendem cobrar às pessoas no âmbito deste contrato.
Luís Correia explicou ao vereador que o tarifário que está em causa não é o tarifário para os munícipes, mas para os municípios.
"Alertámos em devido tempo que aquilo que estava a ser preparado para os resíduos não eram as melhores decisões e não concordávamos", frisou.
Aproveitou também para deixar uma questão aos vereadores do PSD: "Gostava também de saber qual a opinião dos senhores vereadores do PSD relativamente a essas matérias, porque nunca, nessa altura, ouvi qualquer referência a esta matéria da privatização da Valnor".
O autarca adiantou que, para ser totalmente claro, o problema não está meramente na privatização da empresa EGF e adiantou que essa privatização, hoje, dificulta a intervenção do Governo no processo.
Contudo, o problema - sustentou - vem de decisões que foram tomadas no passado, nomeadamente todo o modelo legislativo que foi criado e que obriga a que os municípios não possam sair deste sistema multimunicipal, por exemplo, mas que permitiu que outros pudessem sair da forma como quiseram.
"Ficámos entregues a um modelo regulatório que não é positivo para nós e a uma privatização que dificulta o Governo", concluiu.
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