Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Quercus conseguiu angariar mais que os 20 mil euros que pedia na campanha para comprar um terreno e aumentar o seu espaço dedicado à conservação da natureza, incluindo algumas espécies em extinção, no Tejo Internacional.
A Quercus conseguiu angariar mais que os 20 mil euros que pedia na campanha para comprar um terreno e aumentar o seu espaço dedicado à conservação da natureza, incluindo algumas espécies em extinção, no Tejo Internacional.
A cerca de uma hora de terminar, a campanha 'online' obteve 21.600 euros, da contribuição de 493 apoiantes, para completar o montante que a associação já tinha, mas não era suficiente para aquele objetivo.
O presidente da Quercus considera muito positivo o resultado já que vai permitir a aquisição de um terreno a juntar àquele já detido pela associação de defesa do ambiente, atingindo 510 hectares.
"Com este terreno, a quinta que temos fica também com uma forma mais adequada para desenvolver o trabalho de conservação, que inclui o cuidado de espécies em vias de extinção", explicou à agência Lusa João Branco.
A próxima fase, avançou, será preparar o local no Parque Natural Tejo Internacional, no distrito de Castelo Branco, para "visitação e divulgação da fauna e flora", disse.
Já em 1987, a associação tinha realizado uma campanha e adquiriu 600 hectares de terrenos para "evitar que a floresta autóctone e fauna ameaçada fossem destruídas pelas plantações de eucaliptos e abates ilegais", numa aposta na conservação da biodiversidade, relata a Quercus.
Com esta aposta espécies como o abutre preto e a águia imperial ibérica voltaram a nidificar, habitats prioritários, como os tamujais (zonas onde predomina um tipo de arbustos - 'Flueggea tinctoria', endémicos da Península Ibérica - que crescem junto a margens de ribeiros e em leitos de cheia), e diversas espécies de flora ameaçada, como o lírio português, têm recuperado.
No texto de apresentação da campanha, é referido que o novo terreno permitirá a recuperação de mais 800 metros de margens da Ribeira do Marmelal, um curso de água com habitats prioritários de conservação como os tamujais, mas também freixiais, e com espécies como o cágado de carapaça estriada e a boga portuguesa.
Será ainda possível, segundo a Quercus, conservar mais 40 hectares de floresta de montado de sobro e 20 hectares de floresta de azinhal onde habitam centenas de outras espécies, algumas das quais em perigo de extinção.
A Quercus tem recuperado habitats e espécies nesta zona, além de promover ações de educação e sensibilização ambiental, turismo de natureza, reflorestação e recuperação de linhas de água, e tem um alimentador de abutres.
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