Por: Diário Digital Castelo Branco
O concelho da Covilhã tem ao dispor três novos reservatórios de água para a Defesa da Floresta Contra Incêndios, num investimento total de 120 mil euros totalmente suportado pelo Município, numa aposta clara na prevenção e no reforço dos meios de combate.
Instalados em pontos estratégicos das Freguesias do Tortosendo, Erada e Sobral de São Miguel, os novos reservatórios foram inaugurados nesta quarta-feira, 25 de Março, e vêm juntar-se a um outro que já estava instalado junto à casa do Guarda, na zona da Rosa Negra.
Têm capacidade para 400 mil litros de água cada, ligação para serem reabastecidos em permanência e podem ser utilizados por meios terrestres e aéreos.
Além disso, foi ainda instalada uma boca-de-incêndio de alta capacidade que permite o abastecimento mais rápido dos veículos de combate.
“Estamos a trabalhar na prevenção do território”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Hélio Fazendeiro, frisando que este tipo de respostas é fundamental para “aumentar a capacidade de resposta” contra o fenómeno do fogo, que é cada vez mais frequente.
Lembrando o incêndio do verão de 2025, que afetou grande parte do concelho, o Autarca também sublinhou a importância destas estruturas para travar a progressão das chamas em futuras ocorrências.
“No combate aos incêndios, a capacidade e o tempo de resposta são determinantes”, disse, reiterando que quanto mais próximos os operacionais estiverem dos locais de reabastecimento mais condições haverá para proceder ao combate.
“Precisamos de preservar uma das nossas maiores riquezas, que é o património natural que temos no nosso concelho”, apontou, mostrando-se confiante de que os reservatórios possam fazer a diferença.
Hélio Fazendeiro reafirmou ainda o compromisso de avançar com a instalação de mais quatro reservatórios na zona norte do concelho, alargando a cobertura ao nível dos pontos de água existentes.
Presente na cerimónia, o Segundo Comandante Sub-regional da Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil, João Rodrigues, explicou que estes reservatórios permitem “aumentar a eficiência e a eficácia do combate, na medida em que encurtam os tempos de reabastecimento”.
“Estamos a mitigar o risco”, referiu, vincando ainda a localização estratégica destes pontos.
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