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Desporto 1 de abril de 2026

Escolha entre Rali de Castelo Branco/V.V. Rodão e Rali de Lisboa pode tornar-se decisiva nas contas do CPR

Por: Diário Digital Castelo Branco

A obrigatoriedade de cada concorrente do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) escolher, até 15 de Abril, entre o Rally de Castelo Branco / Vila Velha de Ródão e o Rali de Lisboa qual das duas provas contará para a pontuação final introduz uma das variáveis mais sensíveis do regulamento de 2026. A norma, confirmada pela FPAK, poderá ter impacto direto na luta pelo título, sobretudo se os principais candidatos ao campeonato dividirem estratégias e concentrarem a concorrência em provas diferentes.

Segundo a revista Autosport, à partida, a medida pode parecer um simples detalhe administrativo, mas no terreno desportivo abre um cenário com consequências evidentes: quem optar por uma prova com menor concentração de adversários diretos poderá, em teoria, aumentar as probabilidades de somar um resultado mais favorável. Num campeonato em que as classificações finais resultam dos sete melhores resultados, num máximo de oito participações, essa diferença pode revelar-se determinante no balanço final da temporada.

Regulamento introduz variável inédita

Segundo a informação oficial já divulgada, uma das participações para a pontuação final do CPR 2026 terá obrigatoriamente de ser uma opção entre o Rally de Lisboa, agendado para 29 e 30 de maio, e o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, marcado para 19 e 20 de junho. A escolha terá de ser comunicada à FPAK até ao fecho das inscrições da terceira prova do calendário, o Rali de Portugal, 15 de abril.

Trata-se de uma solução nova no contexto atual do campeonato. Embora já tenham existido modelos com nomeação de provas para efeitos de pontuação, a escolha direta entre dois ralis específicos no decurso da mesma temporada surge agora como um elemento estratégico com peso acrescido nas contas do CPR.

Gonçalo Henriques pede uniformidade entre candidatos

Sem revelar ainda qual será a opção da estrutura oficial da Hyundai, Gonçalo Henriques admitiu que a escolha já está feita internamente, mas defendeu que os pilotos que discutem o campeonato deveriam convergir na mesma prova. “Esperamos que todos, ou pelo menos os pilotos que lutem pelo campeonato, vão todos ao mesmo rali, para também não haver depois uma grande diferença porque se forem menos pilotos a um rali, será certamente mais fácil vencê-lo”, afirmou o piloto.

A mesma ideia foi reforçada com um apelo à “verdade desportiva”, numa leitura que espelha a preocupação de várias equipas com o potencial desequilíbrio competitivo criado por esta regra. Para já, e apesar da proximidade do prazo-limite, nenhum dos principais protagonistas assumiu publicamente qual das duas provas pretende nomear para efeitos de pontuação.

Estratégia pode pesar tanto como a velocidade

Num campeonato tradicionalmente decidido por margens curtas, a distribuição dos principais candidatos entre Lisboa e Castelo Branco poderá influenciar não apenas os resultados isolados de cada rali, mas também a lógica da luta pelos títulos. Mais do que uma escolha de calendário, esta passa a ser uma decisão estratégica com potencial para condicionar a hierarquia final de 2026.

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