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Economia 25 de fevereiro de 2026

Central Solar do Fundão investe 3,1 M€ em sistema de armazenamento de baterias

Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A empresa espanhola Dos Grados vai investir 3,1 milhões de euros (M€) na construção de um sistema de armazenamento de baterias na Central Solar do Fundão, para “reforçar a flexibilidade e resiliência do sistema elétrico português”.

O projeto, segundo a empresa, é financiado pelo Fundo Ambiental, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ao abrigo do programa NextGenerationEU e está a ser concretizado pela sua filial Days of Luck, devendo ficar pronto a entrar em funcionamento no próximo mês de julho.

“Este sistema de armazenamento não só melhora a eficiência da Central Solar de Fundão (uma das maiores a operar no distrito de Castelo Branco), como também fornece serviços essenciais ao sistema elétrico nacional, garantindo um fornecimento de energia renovável mais estável e flexível”, afirma Luis Palacios, administrador da Dos Grados.

Este tipo de sistema traduz-se em dispositivos que armazenam energia em baterias para utilização posterior, ou seja, “são concebidos para equilibrar a oferta e a procura, fornecer energia de reserva e aumentar a eficiência e a fiabilidade da rede elétrica”.

Podem ser utilizados “desde as residências à indústria e são essenciais para a integração de fontes de energia renováveis, como a solar, neste caso, mas também a eólica, na rede”.

“O armazenamento do Fundão será desenvolvido seguindo os princípios de não causar prejuízo significativo aos objetivos ambientais da União Europeia, incorporando boas práticas em utilização eficiente de Acrescenta a empresa que recursos, economia circular e gestão responsável de resíduos”, acrescenta a empresa.

O apoio financeiro público “viabiliza economicamente o projeto e maximiza os seus benefícios ambientais, em linha com os objetivos de descarbonização e transição energética europeus”.

Ainda de acordo com a empresa este projeto traduz “o papel do PRR como instrumento para acelerar investimentos-chave para a transição energética, gerando benefícios coletivos a longo prazo”.

Além de reforçar a resiliência do sistema elétrico nacional e facilitar a integração de energias renováveis na rede, o projeto também visa “avançar na descarbonização da economia portuguesa”.

A intervenção consiste “na instalação de um sistema de armazenamento eletroquímico com baterias de iões de lítio, com uma potência nominal de 42,3 Mega Whatts (MW) e uma capacidade total de 80,49 Mega Whatts hora (MWh), que permitirá armazenar a energia renovável e injetá-la posteriormente conforme as necessidades do sistema elétrico português”, garantindo “um fornecimento elétrico seguro, estável e eficiente”.

A Dos Grados reitera que o projeto do armazenamento do Fundão contribui diretamente para os objetivos estratégicos do PRR e do Fundo Ambiental, ao “incrementar a flexibilidade e a capacidade de gestão da rede elétrica; ao maximizar o aproveitamento da energia renovável, reduzindo desperdícios; ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa; e ao reforçar a segurança e a resiliência do sistema elétrico, através da prestação de serviços de sistema que não podem ser oferecidos pelas instalações solares convencionais”.

A Central Solar Fotovoltaica do Fundão, no distrito de Castelo Branco, investimento de 90 ME da Dos Grados, está instalada ao longo de 192 hectares, com 190 mil painéis solares, que têm uma capacidade produtiva de 126,5 MW.

O projeto arrancou em 2023 e garante, segundo a empresa, 111 postos de trabalho durante os 30 anos que constituem o período de exploração.

Com esta central, a Dos Grados diz evitar a emissão de 825.372 toneladas de CO2, o equivalente ao carbono capturado por 13.926 hectares de floresta. Produz 215 Gigawhatt-hora por ano de eletricidade limpa, o que equivale ao abastecimento de 61.429 agregados familiares.

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